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Amoral: entrevista exclusiva da RB com o guitarrista Ben Varon

Por Pedro Pirani

 

O Amoral é uma banda finlandesa fundada por Ben Varon (guitarra) e Juhana Karlsson (bateria) em Helsinque, Finlândia, no fim da década de 1990. A música da banda é melhor classifcada como “classic rock do século 21”: versátil, pesada e cheia de riffs e também melódica. Um conjunto habilidoso e performances cheias de energia caracterizam o Amoral, que é reconhecido internacionalmente como uma das principais bandas da Finlândia.

 

Junto com Ben e Juhana, o Amoral conta com Pekka Johansson (baixo), Ari Koivunen (vocal) e Masi Huraki (guitarra).

 

A ROCK BRIGADE teve a oportunidade de conversar com o guitarrista e membro fundador Ben Varon; confira a entrevista abaixo.

 

ROCK BRIGADE: Após ouvir os novos singles If Not Here, Where? e No Familiar Faces, fiquei bem ansioso para o lançamento do seu novo álbum; soa bem diferente de seus trabalhos anterioes e mesmo assim conseguimos ouvir toques clássicos do Amoral. O que podemos esperar do Fallen Leaves & Dead Sparrows?

Ben Varon: Você resumiu tudo muito bem: algo diferente com toques clássicos do Amoral! Este álbum é um pouco menos “hard rock”, que foi uma grande parte dos nossos dois últimos álbuns, e indo mais em direção ao metal progressivo, com suas músicas longas, arranjos intrincados e também tendo uma história continua por todo o álbum. Nós incorporamos isso em nosso estilo com algumas músicas do último álbum, Beneath, e queríamos ver se conseguiríamos levar isso adiante.

 

RB: Você poderia explicar mais sobre o conceito deste novo álbum e a aventura em que o protagonista está envolvido?

BV: A história se desenvolveu sozinha quando eu percebi que tinha algumas letras que se completavam, e estavam falando sobre tópicos similares. Alguns dos temas que eu fiquei repetindo foram o medo de envelhecer e ficar sem tempo, vícios, nostalgia (todos como uma boa fonte de inspiração e também como um peso te segurando) e o conceito de escolhas não reversíveis em nossa vida.

Então, este é o ponto de largada do qual eu comecei a trabalhar a figura completa. Fallen Leaves & Dead Sparrows terminou sendo uma história de um homem ficando preso em seus modos antigos, olhando para o “ontem” por respostas. Ele faz o salto derradeiro e permanente na direção do passado; de início, tudo parece ótimo, e a sensação é de que a decisão correta foi tomada., mas aos poucos ele começa a perceber que pode ter cometido um erro. Tudo não é o que parece, e voltar não é mais uma opção.

As letras possuem diversos elementos autobiográficos, mas muitos deles estão misturados com eventos que vi acontecer em minha vida. Espero que elas sejam interpretadas de diferentes maneiras, e que as pessoas percebam a relação das letras com a música. Nós nos esforçamos muito com ambas, principalmente em fazer as duas trabalharem juntas, e eu acho que o resultado valeu todo o trabalho.

 

RB: Ari Koivunen é um vocalista espetacular, e em seu último álbum, Beneath (2011), ele começou a usar guturais para cantar as músicas. Podemos esperar por faixas como (Won’t Go) Home em Fallen Leaves & Dead Sparrows?

BV: Tem alguns trechos nos quais usamos os guturais, que são na verdade usados como um personagem na história. Então eles também servem a um propósito extra, além de incrementar a música. Masa maioria dos vocais ainda são limpos. Afinal, nós preferimos deste jeito.

 

RB: A direção musical da banda mudou depois da entrada do novo vocalista. Você acha que Show Your Colors (2009) foi mais um experimento do que um lançamento de verdade? Sei que Year Of The Suckerpunch foi a música mais pedida na rádio finlandesa YleX em 2009, então podemos concordar que foi um experimento muito bom.

BV: Bem, definitivamente foi uma época estranha para o Amoral em diversas maneiras. Numa retrospectiva, vejo que estávamos muito afobados com a nossa "recém descoberta liberdade" com as composições, já que foi a primeira vez que poderíamos escrever músicas melódicas. Todas as minhas fantasias de rock dos anos 80 estavam criando vida, algumas que ficariam melhor em um CD de projeto paralelo do que um álbum do Amoral. Show Your Colors é cheio de tudo, todos os tipos de música juntas em um álbum estranho. Ainda assim, gosto da maioria das faixas, mesmo que algumas sejam um pouco demais para o Amoral. Você precisa lembrar que o Show Your Colors foi gravado alguns meses depois que Ari entrou na banda, então estávamos andando em passos largos, e aprendendo enquanto andávamos. Agora estamos em 2014, Ari está na banda há aproximadamente seis anos, e com certeza estamos mais ligados em como queremos que a banda soe e quais são nossos pontos fortes.


RB: Como foi no estúdio durante as sessões de gravação do Fallen Leaves & Dead Sparrows? Quem compôs as músicas e as letras?

BV: As música foram escritas principalmente por Masi, meu guitarrista parceiro de crime, e eu. Nosso baixista Pekka também compôs um riff, o que foi bem legal. Eu sou responsável pelas letras.

A gravação foi um trabalho bem longo: começamos gravando a bateria no Sound Supreme, onde gravamos a maioria dos nosso álbuns. Então voltamos para Helsinque e passamos aproximadamente um mês em nosso estúdio gravando as guitarras, baixo e teclados, que depois foram aprimorados no Sonic Pump Studios. Para os vocais, eu e Ari viajamos para Kuopio, para passar uma semana no estúdio do Marco Hietala (baixista do Nightwish). Foi ótimo ter Marco como um co-produtor para os vocais, e estar em Kuopio longe das distrações da vida de todo o dia foi divertido e relaxante.

Depois que terminamos de gravar tudo, entregamos o material para Janne Saksa no Sound Supreme para a mixagem, e ele fez um ótimo trabalho. Muito além do que qualquer coisa que fizemos antes. Finalmente, Svante Forsbäck no Chartmakers masterizou o álbum para dar sua aprimorada final.

Resumindo, esse método de pular de estúdio em estúdio foi cansativo e trabalhoso, mas ao mesmo tempo bem recompensado, e foi bom tentar novos métodos, só pra variar.

 

RB: Aki Sitala desenhou a capa de Fallen Leaves & Dead Sparrows. Ele também fez a capa dos antigos álbuns Decrowning (2005) e Reptile Ride (2007). Como foi trabalhar novamente com ele?

BV: Aki e eu nos conhecemos desde os sete anos de idade, então faz um bom tempo! É engraçado, depois de cada sessão juntos nós dois prometemos que nunca vamos trabalhar juntos novamente, já que toda vez discutimos como loucos quando fazendo uma capa, ambos brigando por sua visão e opiniões. Mas então um ano ou dois se passam, esquecemos todo o drama, e eu chamo ele com uma nova ideia. E as discussões começam novamente...

Mas, novamente, valeu muito a pena! Aki fez um trabalho espetacular com a capa desta vez; conseguimos nada além de elogios com ela. Antes de Aki começar a desenhar, nós sentamos, expliquei pra ele a história do álbum, e começamos a atirar ideias para todos os lados. De certo modo, foi rápido até termos uma ideia básica definida para ele começar os rascunhos.

 

RB: Vocês pretendem lançar algum outro single antes do lançamento do álbum em fevereiro? E como vocês escolhem qual faixa lançar como um single?

BV: Nós temos mais uma faixa reservada como um single, para o qual também gravamos um videoclipe. Eu imagino que será lançado próximo do lançamento do álbum em fevereiro.

O videoclipe foi bem fácil de escolher desta vez: a maioria das faixas do álbum são muito longas para um vídeo! Portanto, a escolha estava entre No Familiar Faces ou Blueprints, e acabamos escolhendo a segunda pois tínhamos um local perfeito para a calma e maravilhosa atmosfera acústica.

 

RB: Qual a sua música favorita do novo álbum? Por quê?

BV: Eu tenho algumas favoritas, mas como tenho que escolher uma, acho que seria Prolong A Stay. Estou muito orgulhoso do resultado final dela; eu amo a atmosfera da música, a performance de Ari, os riffs e as letras.

 

RB: Você diria que Fallen Leaves & Dead Sparrows é o melhor álbum do Amoral até hoje? Se não, qual você acha que é? Eu ainda não o ouvi na íntegra, mas como disse, com os singles parece ser.

BV: Por mais clichê que seja dizer isso, já que todas as bandas falam o mesmo sobre seu novo álbum, eu absolutamente, honestamente, acredito que esse é nosso melhor momento. Sem dúvidas sobre isso. E é ótimo ouvir o mesmo dos poucos que ouviram o trabalho até agora. As primeiras resenhas que eu vi estão ótimas, então tenho um bom pressentimento com este álbum...

 

RB: Podemos esperar por shows do Amoral no Brasil e/ou América do Sul neste ano? Ou até mesmo em 2015?

BV: A verdade é: não tenho a menor ideia! Acredite, nós adoraríamos finalmente se apresentar na América do Sul, mas não depende só de nós. Se o álbum conseguir uma boa impressão ai, então talvez algum promotor perceba isso e nos agende uma turnê em alguns festivais ou em casas de shows normais. Mas sei que precisa haver certa demanda antes de alguém contratar alguma banda para shows. Bem, este é um dos motivos de estarmos falando neste momento, já que entrevistas assim ajudam bastante a divulgar e promover a banda!

 

RB: Muito obrigado pela atenção e o tempo concedido para responder as perguntas. Este é um espaço para você falar com seus fãs brasileiros!

BV: Obrigado pela entrevista, eu gostei bastante! Espero que vocês curtam o novo álbum, e se tudo der certo, nós nos veremos aí num futuro não tão distante!

 

O Amoral lançará seu novo álbum de estúdio, Fallen Leaves & Dead Sparrows, no dia 14 de fevereiro na Finlândia e no dia 31 de março no Reino Unido e no resto da Europa, via Imperial Cassette. Você pode ver a capa e o track listing de Fallen Leaves & Dead Sparrows abaixo; os singles If Not Here, Where? e No Familiar Faces também estão disponíveis para audição:

 

 

01. On The Other Side Pt. I (7:14)

02. No Familiar Faces (4:07)

03. Prolong A Stay (7:39)

04. Blueprints (4:20)

05. If Not Here, Where? (9:15)

06. The Storm Arrives (6:25)

07. See This Through (6:39)

08. On The Other Side Pt. II (9:14)

 

 

 

 
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