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Behemoth: incrível espetáculo da lenda polonesa no Circo Voador no RJ

BEHEMOTH

Circo Voador, RJ/RJ (09/11/2014)

 

Texto por Luiz Mallet e fotos por Daniel Croce

 

Poderia ser mais um domingo normal no Rio de Janeiro, porém, o monólito polônes Behemoth se encontrava em solo carioca. Uma das maiores bandas de metal extremo e quiçá, da atualidade fez uma apresentação a muito esperada pelo público carioca, que não teve dificuldades com o ingresso ao Circo Voador, o clima era de amizade e alegria por toda a parte, e a expectativa não poderia estar menor. Antes, porém, foram encabeçados como atos de abertura os novatos da Tellus Terror e o exótico Gangrena Gasosa.

 

A Tellus Terror entra no palco respeitando o horário divulgado e mostra seu recado. Apesar de ser apenas o segundo show da banda, a mesma dispões de alguns músicas bem experientes e conhecidos pelas bandas do Rio de Janeiro. O grupo divulga músicas do primeiro trabalho, o recém lançado EZ life DV8, que teve uma produção astronômica, contando com grandes nomes na sua concepção. Apesar do set ter sido bem curto, a banda conseguiu mostrar ao que veio, apresentando músicas como a interessante Terraformer, Civil Carnage e 3rd Rock From The Sun.

 

Num piscar de olhos, o Gangrena Gasosa sobe ao palco com todo o teatro incluído, quem conhece os caras, sabe. O hardcore/thrash metal regado a cultura afro-brasileira e com muito bom humor.  Os caras vieram matadores, destilando pérolas como Eu Não Entendi Matrix, Headbanger Voice, Afirma Seu Ponto e a matadora Centro do Picapau Amarelo. Num setlist incrível porém curto, a banda faz as rodas aparecerem no Circo Voador e fazem mais um show daqueles que você viu, pode afirmar que a banda continua incrível e se é sua primeira vez, vai ficar com eles na cabeça durante um bom tempo. Qualidade garantida.

 

Pontualmente às 21h30, a lenda polonesa sobe ao palco esbanjando profissionalismo. Com um visual/cenografia mais sóbrios, o massacre é iniciado por Blow Your Trumpets Gabriel e sua incrível aura de maleficência e grandiosidade. Incrível como é tudo minimamente calculado: posições no palco, espaços vazios, luzes certeiras. Tudo isso faz um show do Behemoth não ser apenas um show, mas um verdadeiro culto negro que se construia na concha do Circo Voador.

 

A hipnótica Ora Pro Nobis Lucifer veio na sequência e completando a trinca inicial, a lendária Conquer All. A partir daí, todos os olhos da Lapa se voltavam para o que estava acontecendo dentro daquela redoma lendária. Sem deixar a peteca cair, a banda destila as clássicas Decade Of Therion, As Above So Below e Slaves Shall Serve, olhando assim para quase todas as fases da banda. Como um trovão no céu escuro, Christian To The Lions ecoa juntamente a páginas da bíblia rasgadas por Nergal, puxando todo o público para alguns séculos atrás e revisitando a história sob a ótica extrema do quarteto. The Satanist, música que leva o nome do último CD da banda, traz um clima mais atmosférico ao evento, mas não menos agressivo.

 

Ov Fire And The Void vem na sequência levando todos a loucura e êxtase instantâneos, por se tratar de uma das músicas mais conhecidas e aguardadas do espetáculos e por uma grande presença dos integrantes da banda, sempre se preocupando em interagir com o público, mesmo que de forma contida e séria. Furor Divinus é uma grata surpresa no set por se tratar, na minha opinião, de uma das músicas mais incríveis e impactantes do último álbum. Após um cover da banda polonesa Siekiera, da música Ludzie Wschodu, o ato se encaminha para o final com as incríveis Alas,  The Lord Is Upon Me, At The Left Hand Ov God e a histórica e épica Chant For Eschaton 2000.

 

O bis da banda se resume a apenas uma música: Os quase oito minutos da hipnótica O Father O Satan O Sun, na qual no final da execução, a banda encarna os seres que usam as máscaras enigmáticas nas fotos de divulgação do último trabalho e do clipe Blow Your Trumpets Gabriel. Com uma iluminação assustadoramente incrível e presença de palco matadora, o final é de uma magnitude e impacto surreal. Só estando presente no show dos caras para entender a energia e atmosfera na qual a música vibra. Um espetáculo sem igual, uma aula de metal extremo.

 

O domingo vai acabando e o clima da segunda-feira chegando, porém, os mais sociáveis ainda pararam pela Lapa para se refrescar ao goles de uma cerveja ou outra e comentar sobre a passagem dos gigantes poloneses pelas quentes terras cariocas. O carinho depositado na banda foi sem igual e os mesmos prometeram não se demorarem numa nova turnê brasileira. E que se faça rápido, pois a necessidade de ver um dos maiores líderes da música extrema mundial em terras cariocas e tupiniquins se faz necessário. Parabéns e vida longa ao Behemoth.

 

 
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