logotipo
33 anos de rock'n'roll

Edição Atual

Música do Dia


STRATOVARIUS - Under Flaming Skies

  • King Diamond: é chegado o grande dia em SP

    Domingo, 25 de junho de 2017
  • Rhapsody: confira o videoclipe de “Dawn of Victory” gravado em SP

    Quarta, 21 de junho de 2017
  • Graspop Metal Meeting: encerramento da edição deste ano

    Quarta, 21 de junho de 2017

Morre Chuck Berry, o “Pai do Rock and Roll”

O lendário guitarrista americano Chuck Berry morreu nesse sábado dia 18 de março aos 90 anos na cidade de St Louis, Missouri (EUA). As causas da morte ainda não foram divulgadas pelas autoridades que disseram ter recebido o chamado de emergência às 12:40 (hora local) , mas ao chegar ao local já encontraram o músico sem vida.


Autor de canções fundamentais na história do rock como Johnny B. Goode, Sweet Little Sixteen e You Never Can Tell, Chuck Berry foi eleito o quinto maior artista de todos os tempos e o sétimo melhor guitarrista do mundo pela revista Rolling Stones. Chuck Berry deixa a esposa Themetta e quatro filhos.

 

Por Marcelo Vieira


Sabe-se que o rock ‘n’ roll não surgiu do nada — foi resultado da fusão entre gêneros populares dos Estados Unidos na década de 1940 e produto de outros gêneros musicais, época, circunstâncias e avanços tecnológicos relacionados à música. Seu nascimento coincide com um período de grande prosperidade e otimismo quando, sob o mandato do presidente Dwight Eisenhower, os Estados Unidos do pós-guerra se tornaram os reis do entretenimento leve e descompromissado.


Sobre isso não há discussão, mas os ânimos podem se exaltar ao tentar se estabelecer um marco fundador para o rock ‘n’ roll. Elvis Presley só faria sua estreia em disco em 1956. Um ano antes, Bill Haley & His Comets atingia o topo das paradas com “(We're Gonna) Rock Around the Clock”, trilha sonora do filme Sementes de Violência. No mesmo 1955, o velho blues rural ganhava roupagem urbana acompanhado pela guitarra elétrica e pelo ritmo acentuado e marcante de “Maybellene”. O responsável por isso? Um cara negro, na faixa dos 30 anos, chamado Chuck Berry — este sim, pai do rock ‘n’ roll.


Nada mais justo, uma vez que rock ‘n’ roll era gíria corrente entre os negros norte-americanos desde os anos 1920 para designar o ato sexual.


Chuck Berry, como todo negro reprimido pela sociedade wasp desde os tempos da escravidão, se refugiava na música e por ela dava vazão ao protesto que as vias convencionais não permitiam. Buscava, além do elemento libertador, certo caráter erótico e dançante, responsável por quebrar a barreira racial e conquistar os adolescentes brancos, até então acostumados à pop music defensora do status quo e reprodutora dos valores do american way of life.


À Berry pode ser atribuída a linguagem básica do rock ‘n’ roll. Sua presença de palco explosiva definiu os parâmetros para a imagem do gênero. Através do apelo sexual e da rebeldia, Chuck Berry mostrou, a negros e brancos, como era ser livre. A lista de sucessos é extensa: “Johnny B. Goode”, “Roll Over Beethoven”, “Sweet Sixteen” e muitos outros. Ao ser perguntado por que os jovens gostam de rock ‘n’ roll, foi magnânimo: “Ora, porque os pais não gostam, é claro!”


Chuck Berry morreu em casa, no último sábado, aos 90 anos. Chuck, seu primeiro álbum de inéditas em 38 anos, estava sendo preparado.


“Uma de minhas maiores inspirações se foi”, disse Keith Richards no Instagram. Mick Jagger foi menos econômico nas palavras: “Gostaria de agradecê-lo por toda a inspiração musical que nos deu. Ele foi a luz da nossa adolescência e despertou em nós o sonho de nos tornarmos músicos e tocarmos ao vivo. Suas letras destacam-se das dos demais e projetaram uma estranha luz no sonho americano. Você era demais, Chuck, e sua música vai permanecer dentro de nós para sempre.”


Ô se vai.

 
Próximos Shows
Sem Eventos
Busca no site