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Festival Hellfest 13: You Can’t Control It!

HELLFEST

Clisson, França (22/06/2018 a 24/06/2018)

 

Texto por Ana Paula Soares & Mauricio Melo e fotos por Mauricio Melo (Snap Live Shots)


Mais de 180 mil pessoas passaram pelo Hellfest em 2018 e não era para menos.  Nomes como Iron Maiden, Megadeth, Judas Priest, The Hellacopters, Madball, Napalm Death apresentaram novos discos e desfilaram clássicos nos 3 dias de evento.

 

Melhorias

 

Começamos nossa cobertura destacando as melhoras que o evento apresentou este ano. Sempre destacamos aqui que o Hellfest não é um festival que coloca o lucro financeiro em primeiro lugar, isso definitivamente é consequência de um evento organizado e mais, colocando em primeiro lugar o bem-estar do público e seus trabalhadores e colaboradores.  Foram anos e anos comendo e respirando poeira. Quem procurar por nossas coberturas de outras edições vai saber do que estamos falando e ano passado parece ter sido o auge desse caos. O Hellfest está localizado ao norte da França, lugar aonde o verão demorava a chegar e que muitas vezes, além da chuva, ainda fazia frio, algo que não acontece desde 2014, quando então o sol vem massacrando. Ano passado a poeira foi tanta que teve banda confundindo a poeira com a tradicional fumaça de gelo seco no palco. Os seguranças da barricada que tanto se esforçam para receber o público que vem surfando por cabeças alheias passavam horas respirando tal poeira.   A solução foi simples, colocaram uma calçada justamente aonde o grande publico se agita, deixando o gramado circulando a pista, até mesmo para drenar a água em caso de chuva.

 

Outro ponto positivo foi o Cashless na pulseira do evento e não mais com cartões magnéticos avulsos que, no meio de tanta agitação era objeto perdido e destruído, muitos deles com créditos para comida e bebida.  Sim, dentro do Hellfest pouco se utiliza dinheiro, tudo é carregado numa pulseira, a mesma que te dá acesso ao evento, e com esta se paga a bebida e comida nas praças de alimentação.  Algo que sempre chama atenção é a limpeza, apesar de estar num evento de tal porte, com muitos bêbados, o chão está sempre limpo, demonstrando para o mundo que sim, é possível ser civilizado.

 

Família

 

Vale à pena destacar e até mesmo tirar a duvida de muita gente no Brasil.  Se você está pensando em participar do festival num futuro, está com mulher e filhos, dê asas a seus sonhos.  Primeiro a destacar e esfregar na cara dos empresários gananciosos do mundo afora, crianças com menos de 12 anos não pagam, dos 12 aos 17 pagam meia entrada.  Estas entradas não podem ser compradas antecipadas, devem ser adquiridas no dia do evento e a organização deixa bem claro que, MESMO SOLD OUT, estas entradas podem ser adquiridas o que favorece aos pais que tem seu ingresso e temem por não conseguir para filhos, sobrinhos e netos.  Sim, netos!  Este pode der sido o Hellfest da terceira idade, vimos hordas de senhores (alguns com bengalas) indo ao festival.  Alguns verdadeiramente rockers e outros tantos apenas curiosos querendo participar da festa que tanto mexe com sua pequena cidade de 6 mil habitantes.  Por estas e outras tantas, sabemos que um festival assim não cabe em qualquer país, porque antes do investimento, antes da infraestrutura, vem a cultura, educação e respeito.

 

Dia 1 – 22/06/2018

 

Apesar da experiência que temos no evento, e lá se vão 7 edições em nove anos (pausa para saúde em 2012 e 2013), da transformação que vimos e participamos, nosso Hellfest (You Can’t Control It) começou com o carburador sujo, pouca explosão e algo perdido no tempo.

 

Começamos a nos encontrar por volta das quatro da tarde com o Converge que, desta vez, tocou no palco principal apresentando músicas do recém lançado The Dusk In Us e músicas como Repitilian A Single Tear.  É claro que não faltaram clássicos de Jane Doe, Axe To Fall com Dark Horse No Heroes. Do palco principal fomos ao War Zone fazer nossa primeira (de muitas) visita. Burning Heads, grupo de punk rock melódico com muito êxito nos anos 90 e considerado uma lenda na França (país de origem), encontrou um vibrante público que cantou e vibrou muito com o quarteto. Destaque absoluto e habitual para o baixista JYB, com seus saltos irados.

 

Devido ao momento e local aonde nos encontrávamos, não pestanejamos diante da possibilidade de fotografar o Europe que tem um publico fiel. Na sequencia partimos para o palco Valley e ver os japoneses do Church Of Misery destruindo tudo. Para os que não conhecem, tenham fé nesta igreja. Abriram o set com El Padrino (Adolpho Constanzo), Make Them Die Slowly e Megalomania (Herbert Mullin) e mais adiante com Brother Bishop (Gary Heidnik). Se você gosta de Black Sabbath aí está uma boa opção só que suas músicas falam sobre assassinos em série, por isso os nomes entre parênteses.

 

Não só quando tocou no Brasil mas por aqui também, quando se fala de Hollywood Vampires se fala na banda de Johnny Depp e outras estrelas tocando um rock legal mas sinceramente, gostamos muito do que vimos.  Um “bando” de roqueiros consagrados e um ator que não tem que provar nada a ninguém, se divertindo, tocando boas músicas e dando um role pelo mundo.  Nada mal.  O setlist contou com clássicos dos Doors, Cash, Motorhead, Bowie e é claro que Aerosmith e Alice Cooper.  Ou vocês acham que o titio Alice não iria cantar Schools Out?

 

Com toda a qualidade que o Stone Sour tem, com todo respeito a Corey Taylor e aos excelentes músicos que formam parte da formação.  Apesar de um show de alto nível, escutar a voz do Slipknot sem que esta saia de uma máscara é o mesmo que um balde de água fria.  Mesmo assim, para os fãs, abriram com Whiplash Pants seguiram com Absolute Zero e fez o refrão ecoar aos quatro cantos do festival.  Não ficamos por muito tempo junto ao Sour, o compromisso batia à nossa porta com algo mais de história e se chama Bad Religion.  Não há desperdício quando se trata dos californianos.  Num setlist com mais de duas dezenas de clássicos, tivemos os destaques de sempre com Do What You Want, Part 2 (The Numbers Game), Give You Nothing e Delirium of Disorder, possivelmente celebrando os vinte anos do álbum Suffer e mais We’re Only Gonna Die e um repasso nos discos mais recentes além de outros clássicos como American Jesus e 21st Century Digital Boy, impossível ser mais atual.

 

Enquanto o Judas Priest marcava presença no palco principal, numa encruzilhada lateral estavam Napalm Death e Corrosion of Conformity.  Foi um verdadeiro “fritar peixe com olho no gato” mas o C.O.C. foi o gato, só ficamos de olho e o Napalm Death foi o suculento peixe, um set demolidor desde o princípio com Multinational Corporations, que também abre o primeiro disco da banda, Scum.  Além dos clássicos como Life e Suffer The Children, tivemos covers de Anti-Cimex e Dead Kennedys e as inesperadas como foi dito anteriormente Breed to Breath e Inside The Thorn Apart. Do disco lançado recentemente (com sobras de estúdio) Oh So Pseudo foi a escolhida.

 

Dia 2 – 23/06/2018

 

Apesar de termos selecionado algumas bandas no Warzone para a manhã do sábado, somente conseguimos chegar para o show do quarteto L7.  Desde seu retorno aos palcos é a segunda vez que passam pelo festival e não decepcionam. Tipico show que nunca será memorável, mas passa distante de ser ruim porque é sempre bom revê-las, principalmente para os rockers dos anos 90.  Andres, Fast and Frightening e Everglade deram o tom de nostalgia e I Came Back to Bitch o tom da novidade sem perder identidade.

 

Em nossa primeira visita do dia ao Valley, finalmente tivemos a oportunidade de assistir ao 1000Mods.  Com o crescimento e reconhecimento do estilo Stoner no mundo da música, excelentes bandas vão surgindo ou mesmo aparecendo após tantos anos escondidas no deserto. 1000 Mods é uma delas e fizeram um dos melhores shows do dia e do festival apresentando músicas de seus três álbuns, Super Van Vacation, Vultures e Repeated Exposure To.

 

Minutos mais tarde conferimos de perto a nova geração do Hardcore americano bem representado por Turnstile que chegou ao festival com um disco recém lançado, Time & Space.  Assistir ao show dessa molecada é ter a certeza de que o Hardcore está em boas mãos e o futuro do estilo garantido.

 

De volta ao palco principal e conferimos mais do que de perto o Powerflo, banda formada por integrantes do Biohazard (Billy Graziadei), Cypress Hill (Sean Dog), Fear Factory (Christian Olde Wolbers), Downset (Roy Lozano) e o grande ausente da turnê, Fernando Schaefer (Wrost).  Apresentaram músicas de seu único e autointitulado álbum, uma música nova Bring That Shit Back e um cover do Biohazard, How It Is que é justamente a música que uniu por primeira vez a banda de Nova Iorque com o Cypress Hill nos anos 90.  Quinteto bastante experiente e acostumado aos grandes públicos e eventos, o que os faz conduzir o set com maestria.  Num encontro com a banda após o show, Billy revelou que em breve apresentará seu novo projeto, que o Biohazard não acabou, mas está numa pausa por tempo indeterminado.  Já o Cypress Hill continua a todo vapor e soltando fumaça.

 

Se haviam dois grupos dos quais eu gostaria muito de assistir no War Zone, estes eram Terror e Madball mesmo tendo visto ambas as bandas em diversas ocasiões, mas a cada visita que fazem ao Hellfest, somos obrigados a deixa-los de lado por coincidências nos horários.  O que se repetiu este ano, mas não teve jeito, a visita já estava mentalizada e lá fomos nós. Scott Vogel entrou decidido a esmagar o que encontrasse por diante com um setlist de deixar a qualquer um louco.  Àquela altura a nata do Hardcore estava em massa no palco.  De um lado integrantes do Madball, Biohazard e Born From Pain.  Do outro a molecada do Turnstile, Incendiary e Modern Life is War e até Martjin, vocalista do No Turning Back dividiu o microfone em Keep Your Mouth Shut mais ou menos na metade do show.  Para o inicio tivemos One With Underdogs, Stick Tight e Overcome além de Lowest of the Low, No Time For Fools e Keepers of the Faith.

 

Porém, entre o Terror e o Madball fomos levados ao Body Count que, conquistando território pisou no Main Stage 2. Sim foi uma conquista baseada no caos de 2015 no War Zone, após o então pequeno palco hardcore e, possivelmente a falta de fé no publico por parte dos organizadores, tenha colapsado de gente durante a apresentação dos californianos. Ninguém saía e muito menos entrava (naquela ocasião) e exatamente por causa disso, o War Zone ganhou nova posição, espaço, praça de alimentação e nos dias atuais é o terceiro maior palco do evento.  Este ano e, como já foi mencionado, no palco principal o Body Count teve todo o merecido espaço disponível e não decepcionou.  De maneira inteligente, mostrou a que veio abrindo com Raining Blood / Postmortem do Slayer e que faz parte do último lançamento, a rapida Manslaughter na sequência e a clássica Bowels to The Devil.  Do disco anterior Talk Shit Get Shot foi a única presença antes de fecharem com Cop Killer contando com a participação especial de Sen Dog e Billy Graziadei nos vocais. Poderia ter sido épico se tivessem tocado Institutionalized 2014, o semi-cover do Suicidal Tendencies.

 

Chegamos encima da hora, mas com tempo suficiente para confirmar as expectativas, o Madball iria colocar o War Zone de cabeça pra baixo e sacudir.  Não foi um show, foi uma demolição sonora dentro do que o Hardcore e o estilo da banda oferecem. Como dissemos anteriormente, já vimos os nova iorquinos incontáveis vezes, mas nada comparado a isso, pelo menos estando no local e não assistindo por internet já que o vídeo se encontra no Youtube.  Lançaram o álbum For The Cause dias antes do festival e o publico já sabia cantar Rev Up, responsável por abrir o set.  A pesadíssima For The Peopletambém vem aparecendo com frequência e Heaven and Hell foi uma das mais celebradas.  Scott Vogel do Terror fez participação em Can’t Stop Won’t Stop.  Músicas como Set It Off e Smell The Bacon se misturaram com a novíssima The Fog e o publico queria mais.  Finalizaram em clima de festa com Doc Martens Stomp e a curtíssima Hardcore Still Lives, that’s all folks! Nota 10 de sábado no War Zone.

 

A loucura foi tanta que temos que admitir, esquecemos do Deftones e como o caldo já estava derramado, mudamos de direção e fomos ver o que Mike Patton e Dave Lombardo tinham a oferecer com o Dead Cross já que, no Primavera Sound, fomos obrigados a abrir mão. Patton tocando hardcore é brutal e engraçado ao mesmo tempo, um experimento musical sério mas que o próprio parece não se importar mas no final é fodasso, muito louca como esta frase.  O auto intitulado disco foi praticamente tocado na integra sendo interrompido somente para alguns covers, Dirt (Stooges), Bela Lugosi’s Dead (Bauhaus), uma fusão de Raining Blood e Epic (Slayer / Faith No More) e ainda Nazi Punks Fuck Off (Dead Kennedys).

 

Na ultima hora do dia, as opções eram muitas e já não podíamos avaliar sobre se a banda era boa ou não e sim de como se locomover dentro do festival de maneira que pudéssemos pelo menos assistir algo por completo ao invés de dez minutos de cada apresentação como muitos optam.  Gostaríamos de ter visto Avenged Sevenfold mas o espaço físico já não nos permitia uma aproximação do palco e da área de fotógrafos, assim que decidimos por assistir ao Cro-Mags, mais uma banda lendária a visitar o festival e dando inicio a sua apresentação com We Gotta Know, um dos maiores clássicos da história do Hardcore.  O setlist foi praticamente calcado nos dois primeiros discos da banda que, é claro, não conta com Harley Flanagan.

 

Dia 3 – 24/06/2018

 

Iniciamos nossa terceira e ultima jornada com grande curiosidade.  Voltando no tempo, mais precisamente em 2015, tivemos a oportunidade de assistir ao Comeback Kid em Montreal e, para nosso espanto, os headliners daquela noite era o Stray From The Path que destruíram tudo a sua volta.  Três anos mais tarde e lá estávamos conferindo o quarteto de perto e no Main Stage 2, tudo bem que num horário complicado (meio dia) mas que contou com bom publico.  Pelo perfil da banda, acreditamos que encaixaria melhor no sábado junto ao Body Count, Powerflo e Limp Bizkit mas apesar de tudo o saldo foi positivo.

 

Uma das coisas que chamam atenção no evento e a seleção de estilos por dia.  Sabemos que o War Zone, no sábado, é dominado por bandas Hardcore e algo que se estendia em menos quantidade no domingo.  Porém, a domingueira agora pertence ao Rock and Roll, puro e duro.  E em nossa primeira visita ao palco vimos o bom show do The Lords Of Altamont.  Rockão com direito a teclado, topetes, caras e bocas e um punhado de boas canções.  Não conhece?  Pois a internet está aí para isso.   Não foi nem necessário se afastar do palco, o The Bronx, banda que não víamos há anos brotou no palco e nos divertimos pacas com essa rapaziada e seus petardos sonoros como The Unholy Hand e Heart Attack American. Um set tão curto quanto intenso trazendo Joey Castillo, baterista com boas passagens em Queens of the Stone Age, Nine Inch Nails, Wasted Youth e Eagles of Death Metal, entre outras. Muito me chamava atenção aquele animal com as baquetas na mão, sensacional.

 

Backyard Babies foi mais uma atração que passou pelo mesmo palco e o publico agradeceu.  Foi a primeira das duas aparições do guitarrista Dregen que também anda quebrando um galho no The Hellacopters.  Made Me Madman e Dysfunctional Proffesional deram o tom da tarde junto a Th1rt3en Or Nothing. O Baroness fez um show acústico devido a um problema com o baterista, mas naquele momento já estávamos posicionados para o Megadeth diante do Main Stage 1.  A intensão foi boa e Rattlehead escolhida para abrir o fim de tarde no Hellfest mas só escutávamos a banda, a voz só estava nas caixas de retorno, muita gente reclamou mas Mustaine pareceu não perceber, continuou com o pé no acelerador e somente mais adiante, ao final de Hangar 18 que a voz chegou ao grande publico.  Pelo menos a tempo de escutar Dave Mustaine dedicar algumas palavras à Vinnie Paul e tocar My Last Words a sua memória. O bicho foi buscar lá no arquivo de 1986, confessou que ensaiaram rapidamente porque há mais de vinte anos que não tocavam a música, puta banda!!!  Para alegria geral do público foi a música título do álbum em questão Peace Sells... e Holy Wars...The Punishment Dueque fecharam o set.

 

Ver o nome Alice in Chains no telão sendo anunciado como próxima atração foi uma mistura de emoção e tristeza, levando para o lado pessoal, é claro. Emoção por voltar a assistir à banda 25 anos depois, ter a oportunidade de fotografar Jerry porém triste porque Staley é insubstituível. Sua presença, sua voz melancólica e única faz muita falta no mundo da música assim como praticamente toda aquela geração de ouro que foi praticamente dizimada pelo vicio.  Ainda assim, William DuVall não decepciona e é claro, não tenta ser Layne.  O show é bom, clássicos como Bleed The Freak, Them Bones, Man In The Box e Would são prontamente tocados além de Check My Brain e o fantástico riff de Cantrell.  Nurtshell foi dedicada a Vinnie Paul antes de fecharem com Rooster.

 

Enfim tinha chegado o tão esperado momento pelo grande público.  Assim como em 2014, o dia em que o Iron Maiden toca no Hellfest é o dia mais lotado da história do festival. Só para chegarmos na entrado do fosso de fotógrafos demoramos 40 minutos e mais alguns insultos de pessoas que não querem arredar o pé com receio de perder centímetros de proximidade com o palco e o artista, é impressionante o tamanho da devoção.   Antes da banda entrar em cena, uma reunião entre fotógrafos e a responsável de imprensa da banda, acontece para que a mesma explique detalhes do que vai passar antes, durante e depois da sessão.  Com a casa em ordem, as lonas foram devidamente retiradas, Doctor Doctor soando nas caixolas, dois figurantes com roupas militares posicionados nas laterais do palco até que no telão começa uma projeção de uma das guerras mundiais e um avião Spitfire (replica de tamanho real) surge por trás da bateria e ocupa a parte alta do palco.  Com Aces High, Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers tomam posição liderados por um empolgado Steve Harris e contando com a força de Nicko McBrian na retaguarda abrem caminho para Bruce Dickinson surgir como uma flecha (apesar da idade), saltando sobre as caixas de retorno enquanto o avião muda de posição, literalmente sobrevoando a banda.  Na sequencia, com o avião já fora de cena, o pano de fundo se transforma numa montanha nevada, Bruce então troca sua jaqueta e capacete de piloto de avião por um gorro e uma jaqueta de inverno.  Com 2 Minutes To Midnight o cenário já não é protagonista e sim o sexteto.

 

Dickinson se comunica num bom e aceitável francês, deixa seu recado contra governos e politica internacional, expressa seu descontentamento.  Em The Trooper, um gigante Eddie duela com Bruce empunhando uma espada e mais adiante uma bandeira francesa e não demora muito para o palco mudar o cenário.  Em telão de alta definição aparecem uns cristais de catedral que, em lugar de pinturas sacras, são as capas do disco com o Eddie como protagonista mais uma vez.  O show é único como deve ser complicado de ficar enumerando e colocando em ordem todos os detalhes oferecidos.  Agora entendemos perfeitamente a ultima frase dita pela responsável de imprensa antes do show, “aproveitem bastante, vocês são privilegiados de estar tão próximo do palco da maior banda de Heavy Metal do mundo” e assim foi.

 

Mas não acabou por aí, haviam cinco candidatos para três horas restantes de evento.  The Hellacopters, Marilyn Manson, Exodus, Nightwish e Turbonegro.  Uma vez mais tivemos que escolher e jogar com horários exatos, distancia entre palcos e facilidades para fotografar, já que não basta apenas ter um passe de fotos pendurado no corpo, temos que contar com que alguns artistas limitam a entrada e / ou limitam a quantidade de músicas para registrar as imagens.  Dentre as opções, escolhemos o The Hellacopters para tirar o peso das costas.  Há alguns anos, quando os suecos anunciaram seu fim, a turnê passou por Barcelona e numa distração acabamos ficando de fora.  No esperado retorno e dentro do Hellfest, era um show a ser visto.  Porém, ao coincidir com Iron Maiden, ou melhor, os últimos minutos do Maiden, o público não foi o esperado considerando a badalação da banda.  Mesmo assim, o War Zone possuía um numero aceitável de fãs que vibraram com Hopeless Case of a Kid in Denial do aclamado High Visibility e pegando firme com You are Nothing com Dregen em sua segunda aparição do dia, largando uns riffs para lá de irados. Lembrando que Nicke Andersson foi guitarrista da melhor fase do Entombed antes de embarcar em definitivo com o Hellacopters.  Também, notamos uma ponta de estrelismo no cidadão.  Tudo bem, um grande músico, uma banda muito legal, um retorno “por todo lo alto” como dizemos aqui na Espanha, mas nas mesmas condições ou até melhor posicionados se encontram muitos outros dentro do mesmo festival e com menos estrelismo.  É isso, um músico está ali para tocar música e não para ser simpático e nesse quesito o cidadão mostrou a que veio. Fecharam o set com dois clássicos, By The Grace of God e (Gotta Get Some Action) Now!.

 

Em nossa última visita ao Main Stage conferimos de perto o grande personagem Marilyn Manson e sua legião de fãs.  Nós conferimos de perto, mas algumas de suas fãs conferiram ainda mais, totalmente no palco.  Primeiro umas meninas com cartazes com números durante a música Kill 4 Me e mais adiante um outro grupo que mostravam os seios também fez parte do cenário, as individuas foram escolhidas a dedo pelo lorde Manson para dançarem para ele enquanto interpretava The Dope Show, elas adoraram.  Por distancia e tempo o Exodus já estava descartado, restava o show de encerramento que, buscando na memoria, lembramos do excelente show que o Turbonegro ofereceu em 2014.  Foi tão bom que em 2016 pisaram no Main Stage 2, assim como o Body Count este ano, mas a química não funcionou tão bem naquela ocasião, o que os devolveu ao reformulado War Zone para esta edição e tudo voltou à normalidade.  Quando falamos em normalidade falamos em loucura, aquela energia que o publico guardou para o ultimo minuto, que talvez esteja sobrando em uns e faltando em outros, tudo é esquecido, cervejas são lançadas ao ar, pessoas ficam nuas, cantam e dançam como não se tivesse amanhã.  Tudo isso faz parte do Turbonegro quando encerram o Hellfest e com músicas como Part 2: Well Hello e assim como no atual lançamento Part 3: Rock N Roll Machine mas o bicho pega mesmo com All My Friends are Dead e Wasted Again.  Em qualquer festival que você participar, se o Turbonegro estiver não pense duas vezes, se for encerrar o evento então, prepare-se.

 

Hellfest 2019... HERE WE GO MOTHERFUCKERS!!!!

 

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