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Matanza se despede de Pernambuco em festival com bandas locais

MATANZA ULTIMATE

Clube Atlântico de Olinda, Olinda/PE (11/10/2018)

 

Texto e fotos por Viviane Amorim

 

O Burburinho Produções comandou a celebração dos fãs do Matanza que “levantaram seus copos” pela última vez na noite/madrugada de 11 de outubro de 2018, no Clube Atlântico de Olinda, Pernambuco. A casa de shows comportou um bom número de público, formado por fãs do Matanza e das outras bandas locais que participaram do evento e completaram a apoteótica “festa de despedida”.

 

Adeus, Matanza!

 

A atração principal da noite subiu ao palco às 1:00h da madrugada, em meio a forte clamor da plateia, pronunciando o nome do vocalista Jimmy London, incansavelmente.

 

Matanza é uma banda é formada por Jimmy London (Vocal), Marco Donida (Guitarra - composição), Dony Escobar (Baixo), Jonas Cáffaro  (Bateria) e Maurício Nogueira (Guitarra  - shows). Na ativa desde 1996, a banda de gênero “countrycore”, definida por mistura de hardcore, punk, country e heavy metal, está encerrando suas atividades musicais. Mas antes disso, a tour de despedida está passando por todo o Brasil. E Pernambuco, que possuiu uma paixão pela banda, não poderia fica de fora.

 

Durante o início da apresentação, houve um tumulto na plateia. Porém, tudo foi de imediato estabilizado pelos seguranças do local.

 

Jimmy, o vocalista, possui uma dinâmica no palco que prende a atenção da plateia. Antes de cada música, ele conta causos que introduzem a história da música que será cantada logo em seguida.

 

Algumas músicas tiveram um grande destaque na apresentação. Foi o caso do clássico, Clube dos Canalhas, em que toda a plateia cantava em alto e bom som, acompanhando a banda. Foi uma das partes mais animadas do show. A música, Tempo Ruim, fez a plateia levantar seus copos e entoar a letra em conjunto com o Matanza. Já em, Ela Levou Meu Caminhão, com uma narrativa feita por Jimmy de forma bem irreverente, contando sobre uma história de traição, fez a plateia sorrir, clamar e cantar com potência.

 

Perto do fim da apresentação, Jimmy se dirige a plateia dizendo “Nós estamos todos bêbados; bêbados de cair; E todos que não estiverem bêbados... Deem o fora daqui”, em prólogo a música Estamos Todos Bêbados. A plateia foi ao delírio.

 

Por volta das três da madrugada, Matanza se despediu do palco, agradecendo ao público pernambucano, a energia e a alegria em todo o espetáculo.

 

De fato, a performance foi memorável! Os fãs do Matanza saíram com uma sensação saudosista do local do espetáculo, porém, satisfeitos. A banda se apresentou muito bem e deixou a madrugada de pré-feriadão enlouquecida.

 

Como de costume, uma multidão de fãs se aglomerou na porta do camarim, em busca de fotos com os integrantes, para guardarem sua última lembrança. E desse modo dizer seu adeus à banda e em bom estilo.

 

 

Ugly boys: os bad boys do punk.

 

Com meia hora de atraso previsto para início do evento, às 21:30h, a primeira banda a subir no palco foi a recifense Ugly Boys. O grupo é composto pelos músicos Geydson (Voz e Guitarra), Daniel (Guitarra e vocal), Soneca (Baixo e vocal) e Diego DW (Bateria).

 

Possui o gênero punk rock, ska, hard core. Porém, o punk “raíz” esteve bem presente na apresentação, remetendo muito ao som dos clássicos do estilo, como Ramones e Sex Pistols. Tocaram músicas autorais e alguns covers. Mas o destaque ficou para uma versão punk da música Everythings Gonna Be Alright, do Bob Marley. A banda aqueceu o público, e tornou o início da noite bem animado.

 

A “abdução” do Monticelli

 

Às 22:15h, uma das bandas com forte presença de palco entrou em cena: o Monticelli. A banda é formada pelos irmãos gaúchos, Artur Monticelli (Vocal e Guitarra), Vítor Monticelli (Baixo) e Bruno Monticelli (Bateria). O trio abraçou Pernambuco como lar e são chamados de aliens, carinhosamente por seu público. A banda possui o gênero hard rock/ heavy metal.

 

O grupo iniciou o show com a música Plan B, de seu trabalho autoral, levando a plateia ao delírio. O vocalista Artur Monticelli, sempre detonando em sua guitarra e encantando com sua afinada voz, deixou o público em estado de êxtase. Arriscamos até em dizer que realmente houve uma “abdução” naquele lugar...

 

A animação do baixista Vítor Monticelli era um espetáculo à parte, tocando de forma excelente e interagindo com o público. O Baterista, Bruno Monticelli deixou sua técnica falar por ele, conhecido pelo público como “o baterista mais forte do mundo” fez jus a esse apelido, mostrando sua monstruosidade destruindo com magnitude e entregando um som estrondoso e de muita boa qualidade.

 

Em muitos momentos do show, a banda trazia uma memória afetiva, pois o seu estilo de tocar/cantar remete a muitas bandas do passado. Ouvir Behind These Walls é como fazer uma viagem no tempo, relembrando até mesmo o Black Sabbath, e Future Blues, com seu baixo bem marcado, remetendo ao famoso gênero grunge.

 

Em meio ao clamor de “bis” da plateia, a banda entoa um cover do Twisted Sister - We're Not Gonna Take It, para finalizar a sua apresentação.

 

O metal sombrio de Elizabethan Walpurga

 

A terceira banda a subir no palco foi a Elizabethan Walpurga. Formada por Leonardo "Mal´lak" Alcântara (Vocal), Breno Lira (Guitarra), Erick Lira (Guitarra), Renato Matos (Baixo e Backing Vocals) e Arthur Felipe Lira (Bateria). A banda recifense subiu no palco aproximadamente às 23:30h. Possui vocal gutural, melodias longas e bem trabalhadas.

 

Mesmo sendo uma banda de metal extremo, a sinfonia de suas músicas era equilibrada e bem interessante de se apreciar. Isso porque, remetiam à trilha sonora de filmes antigos de terror, prendendo assim, a nossa atenção. Seus instrumentais eram complexos e detalhados.

 

A plateia aclamou bis. Toda a atmosfera apresentada agradou muito ao público da noite. E para findar o show, tocaram um cover do Iron Maiden. Consideravelmente bem diferente do som executado em toda apresentação, porém igual conclamado.

 

A junção dos elementos musicais pernambucanos e o metal melódico do Terra Prima

 

A quarta banda a subir no palco foi a Terra Prima. Formada por Daniel Pinho (Vocal), Diego Veras (Guitarra), Gabriel Carvalho (Baixo), Otávio Mazer (Guitarra) e Tiago Guima (Bateria).

 

A banda tem uma longa carreira no Brasil e já fez tour na Europa.  Seu estilo musical é bem diferenciando, pois misturam elementos melódicos da cultura pernambucana com o metal. Realmente, é uma junção musical bonita de se escutar. Daniel Pinho tem uma afinação e uma presença de palco maravilhosa. A banda em si é extremamente profissional e faz um trabalho de muita qualidade.

 

Durante a apresentação, o vocalista usa em seu pedestal as bandeiras de Pernambuco e do Brasil, mostrando o seu orgulho tanto em relação ao estado, como ao país.  Infelizmente por conta de atrasos, e a demora para passagem de som, a apresentação do Terra Prima, foi encurtada. E a banda ficou pouquíssimo tempo no palco. Porém, neste tempo, a plateia demonstrou muito interesse em relação ao trabalho da banda.

 

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