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Lamb of God, Hatebreed e Lacuna Coil dividem o palco e unem o público em SP

LAMB OF GOD, HATEBREED, LACUNA COIL

A Seringuerira, SP/SP (31/03/2012)

 

Texto por Stefani Costa e fotos por Evandro Camellini

 

As comemorações de 20 anos da produtora Liberation MC trouxeram para os fãs brasileiros a oportunidade de assistirem três bandas distintas na mesma noite, mostrando que estilos variados podem ocupar o mesmo palco.

 

Depois da troca do local (que estava marcado no Espaço Lux, em São Bernardo do Campo), o público agradeceu ainda mais, pois a viagem para assistir o show já não se fazia necessária. A casa A Seringueira, além de estar localizada estrategicamente ao lado do terminal da Barra Funda, se mostrou uma excelente opção, tendo um espaço físico agradável para o público.

 

Pontualíssimos, os italianos do Lacuna Coil entraram em cena às 19:00. Destaque para a bela vocalista Cristina Scabbia, que soube manter o público em suas mãos desde os primeiros acordes de I Don’t Believe In Tomorrow, passando por I Wont Tell You, Kill The Light, Upsedidown, Give Me Something More. A banda priorizou seus álbuns mais recentes, trazendo um set reduzido por conta do tempo disponível, o que deixou os fãs do sexteto um pouco chateados.

 

Mas foi em músicas mais “antigas” como Swamped, Senzafine e Heaven’s A Lie que os fãs vibraram de verdade. Crsitina até arriscou algumas palavras em português (cortesia do nosso redator Luciano Piantonni que ficou incumbido de ensinar a moça). Ao contrário de 2010, o vocalista Andrea Ferro se mostrou muito mais seguro, cantando e agitando com muita propriedade. Engraçado que a vocalista é muito querida pelos fãs. Ela recebeu vários presentes, que iam de faixas e camisetas, até ursinhos de pelúcia. 

 

O Lacuna Coil encerrou com Spellbound e fez com que as garotas dessem lugar aos marmanjos que se acotovelavam para curtir mais de perto o próximo show, que seria o representante do hardcore novaiorquino, o Hatebreed. Nem preciso dizer que os ânimos aumentaram quando o vocalista Jamey Jasta entrou botando tudo pra quebrar, agitando muito, com sua postura direta e reta.

 

A pista parecia um mar em fúria depois que as várias rodas se abriram e o mosh comeu solto.

A banda também fez um set curto, mas tratou de colocar o que havia de melhor em sua discografia, com sons como Last Breath, Threshold, Live For This, Straight To Your Face, Everybody Bleeds Now, Perseverance, Destroy Everything, entre outras.

 

O show do Hatebreed, querendo ou não, dá uma agitada. Até mesmo os mais headbangers  que iniciaram o show de braços cruzados, já começaram a entrar na onda na segunda música. Muitos até arriscaram a invadir a roda. Tinha tudo para ser o melhor show da noite, se a banda seguinte não fosse o Lamb Of God.

 

Lançando seu sexto álbum (Resolution, que por sinal ficou muito bom), os americanos do Lamb Of God não foram apenas os headliners da noite, mas sim o melhor show de todo o espetáculo. Abrindo o set com Desolation e Ghost Walking, o clima já começou pegando fogo. A dupla de guitarristas Willie Adler e Mark Morton – este pela primeira vez no Brasil, já que ele não pôde vir na turnê passada por motivos de saúde na família – é uma das mais entrosadas do metal dos últimos tempos, com riffs maravilhosos (Mark ainda faz os solos maravilhosos também).

 

O show dos caras de Richmond, estado da Virgínia, teve de tudo um pouco de cada um dos álbuns lançados durante os anos: Redneck, Now You Got Something To Die For, Ruin, Laid To Rest, Walk With Me In Hell, Set To Fail, The Undertow, entre outras. O vocalista D. Randal “Randy” Blythe tem uma das performances mais insanas, chegando a dedicar uma das músicas para sua nova paixão, a feijoada brasileira.

 

O bis teve a já clássica Redneck, que é justamente quando Randy pede para o público se separar para então realizarem o “wall of death”. E foi aí que rolou o único incidente da noite, quando um fã se machucou pra valer, sendo retirado pela equipe médica do evento.

 

Ânimos contidos, a banda voltou a fixar os olhares do público, fechando a apresentação com Omerta. Foi aí que tivemos certeza de que a banda conseguiu transformar o ambiente em uma verdadeira conspiração do metal, literalmente.

 

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