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No Use For A Name toca set list repleto de clássicos em São Paulo
NO USE FOR A NAME
Carioca Club, SP/SP (12/05/2012)
Texto por Costábile Salzano Jr. e fotos por Juliana Lorencini
Os californianos do No Use For A Name realmente sabem muito bem o quanto seus fãs brasileiros são apaixonados pelo grupo. Não há uma relação de amor e ódio. Na verdade, é um casamento de longa data que promete ser eterno. Prova disso, aconteceu em sua mais recente passagem pelo país.
Tony Sly (vocal/guitarra), Chris Rest (guitarra), Matt Riddle (baixo/vocal) e Boz Rivera (baterista) realizaram uma rápida turnê pela América do Sul para shows em Fortaleza, São Paulo e Buenos Aires.
Visivelmente extasiados pela apresentação no Nordeste, o quarteto chegou na selva de pedra, querendo promover mais uma noite de caos. E assim fizeram. Mesmo sem banda de abertura e com o público "frio", assim que os músicos entraram em cena a galera "sofreu" com um choque de temperatura, recebendo calorosamente os norte-americanos.
Recepcionados aos berros de “No Use! No Use!”, o lider Tony Sly não teve dúvida: tirou o celular do bolso e, por um bom tempo, registrou a gloriosa saudação do público paulistano, que logo de cara explodiu com a sequência Not your savior, Dumb Reminders e I Want to be Wrong. Na verdade, é difícil dizer em qual momento, o Carioca Club não pegou fogo. Em todas as composições, a galera abriu roda, cantou, pulou e até se emocionou. É missão extremamente impossível definir o clímax da exibição.
A performance do NUFAN foi arrebatadora, com um repertório longo, mais de 20 músicos, passando por todas as fases da banda e com tempo inclusive para I turned into a Martian, cover do Misfits. Até mesmo a brincadeira sem graça do baixista Matt Riddle, em provocar o público em relação ao show seguinte na Argentina e o infeliz que jogou uma lata de cerveja no palco, foi capaz de estragar a noite.
O bis ficou por conta da "capela" de Sly homenageando São Paulo com uma música criada de improviso. Para fechar com chave de ouro, tocaram Let me down, The answer is still No e Justified black eye. Nesta última música, o baterista Boz Rivera não deve ter agüentando a forte tempero da comida nordestina e acabou vomitando no palco.
O NUFAN desembarcou ao Brasil após três anos e, como já era de se esperar, não decepcionou. E os fãs também não. O grande exemplo ficou por conta do show de Fortaleza, que foi totalmente organizado por meio de crowdfunding. Talvez, esse seja o grande motivo o qual os músicos tenham tanto se dedicado em ação e escolhido um set para fã nenhum botar defeito. Qual é a banda que não gosta de voltar ao Brasil e ser ovacionada do começo ao fim? A paixão dos brasileiros move montanhas e a recompensa vem em glórias e em muita diversão. O público paulistano é prova viva!
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