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John Fogerty: encontro de gerações em São Paulo

John Fogerty

Credicard Hall, SP/SP (08/05/11)

 

Texto e fotos por Luciano Piantonni

Colaboração de Silvia Curado

 

Finalmente chegou o grande dia de poder conferir um dos maiores compositores da história do rock mundial em território brasileiro – tenho todo o respeito do mundo por Stu Cook (baixo) e Doug John FogertyClifford (bateria), ex-integrantes do Creedence Clearwater Revival , que hoje se apresentam com o nome de Creedence Clearwater Revisited, mas não dá pra imaginar todas aquelas músicas maravilhosas, que embalaram gerações, na voz (e com os solos!) de outra pessoa (no caso deles, quem canta é John Tristao).

 

Por mais que minha ligação com o rock/metal tenha sido em 1983 com a vinda do Kiss ao Brasil, não posso negar que antes disso, ouvia muito Creedence Clearwater Revival (mesmo que por “tabela!”), já que meu pai ouvia todos os discos deles, religiosamente, aos sábados! (em alto e bom som!).

 

Assim que chegamos, nos deparamos com uma pista quase vazia, algo estranho, já que John certamente merecia o Credicard Hall lotado! – minutos antes do show começar, as pessoas vieram para frente, dando a impressão de um aumento significativo de público.

Interessante que o público era formado por pessoas de todas as idades, todos sedentos pelas músicas do Creedence.John Fogerty 2

 

Logo na entrada, um “merchan” um tanto curioso, que vendia camisetas xadrez, iguais ás usadas pelo músico – o melhor era o display com a foto do músico, que as pessoas  pediam para tirar fotos ao lado!

 

Sem enrolar, poucos minutos depois do horário previsto, as luzes se apagaram e seus músicos foram entrando.

 

Foi só ele entrar pelo lado esquerdo do palco (direita dele), para o local quase vir abaixo!

E como era de esperar, o show foi recheado de clássicos, iniciando com nada menos que Hey Tonight.

 

Confesso não me lembrar de um dia em que o som do Credicard Hall estivesse tão cristalino!

John parecia vibrar muito com todos cantando juntos – ele era só sorrisos!

 

John Fogerty 3O show continuou com outra pérola, Green River, maravilhoso country rock – que deu o tom da noite.

 

Nessa altura, não importava a idade, todos tinham as letras na ponta da língua.

Sem cerimônias ele e sua banda, foram despejando clássicos e mais clássicos como Who’ll Stop The Rain, Suzie Q, Lodi, Lookin At My Back Door, Born On The Bayou, Ramble Tamble,  tirando lágrimas e suspiros dos presentes.

 

Impressionante como do alto de seus 66 anos, John canta, dança (dá umas “gingadas”) e ainda toca muito! – e como é bom ver ele solando como um garoto inspirado!

 

Outra com uma pegada totalmente country foi Midnight Special (uma antiga canção folk, que foi re-arranjada por John, e que é mundialmente conhecida através deJohn Fogerty 4 sua ex-banda, presente em Willy And The Poorboys, quarto disco do Creedence, de 1969).

 

Engraçado que ele terminava algumas músicas e jogava as palhetas no chão (no meio do palco) – deixando os colecionadores e fãs babando para que ele as atirasse para eles.

Commotion foi a seguinte, sem deixar que os ânimos diminuíssem.

 

Com jeitão meio tímido, John agradecia os fãs a cada música que terminava.

Bootleg (mais uma de sua carreira solo) foi a próxima, seguida por outro grande clássico, I Put Spell On You.

 

O quinteto que acompanha John é muito competente, mas o grande destaque é o excelente baterista Kenny Aronoff, que deu um show de “peso” e técnica, dobrando alguns bumbos, e fazendo viradas John Fogerty 5jamais ouvidas numa música do Creedence (para quem não sabe, ele já tocou – ou deu uma colaborada – com nomes como Tony Iommi, John Mellecamp, Smashing Pumpkins, Jon Bom Jovi, Cinderella, Stryper, etc...).

 

Long As I Can See The Light fez todos cantarem junto – na verdade, praticamente todas as músicas do set, tiveram o público acompanhando!

 

A próxima foi Don’t You Wish It Was True, que antecedeu um dos maiores hinos do rock (não importa se você conhece a banda, ou sabe quem canta, todos sabem cantar seu refrão!), estamos falando de Have You Ever See The Rain, que ele dedicou para toda as mães, já que era feriado de dia das mães.

 

A próxima eu confesso que foi uma surpresa, uma vez que o Creedence possui dezenas de clássicos (assim como a carreira solo de John!). Numa mostra de humildade, ele tocou Pretty Woman (Roy Orbison), mantendo o pique do show.John Fogerty 6

 

O show ainda teve Keep On Chooglin’ , Good Golly Miss Molly, música eternizada por Little Richard (que saiu no segundo álbum do Creedence, Bayou Country, de 1969),  Down On The Corner, Up Around The Bend,  Old Man Down The Road, música de seu álbum solo, Centerfield, de 1985, que batizou a tour por causa de seus 25 anos (música essa que foi a maior dor de cabeça para John, na época de seu lançamento, já que lhe rendeu a acusação de se “auto-plagiar”...).

 

Mais clássicos em forma de Creedence, com Bad Moom Rising, Fortunate Song, e ele dá uma pausa para o bis.

Sem muita demora, eles voltam ao som de Rockin’ All Over The World (cover do Status Quo, e presente no álbum auto intitulado de John, de 1975) e Proud Mary, outro mega clássico do Creedence.

 

Mais uma pausa e aos gritos do público ele volta e diz que aquilo seria especial, pois ele tocaria mais uma música para o público de SP.

 

John Fogerty bandA escolhida foi a “acelerada” Travelin’ Band, que fechou o show de forma espetacular.

John Fogerty rapidamente agradeceu o público e saiu correndo do palco, sem aquela coisa de abraçar os músicos, ficar esperando palmas e tudo mais – demonstrando uma certa “humanidade” e simplicidade (ou seria timidez?).

 

Nunca torci tanto para que duas horas demorassem como dez, para passar...

O set foi maravilhoso, ao todo 26 músicas que ficaram em nossas lembranças, com o status de melhor show de 2011 até agora!

 

Mas, como em todo show, sempre falta essa ou aquela, devo confessar que senti a falta de I Heard It Through The Grapevine... mas ele está perdoado, afinal,  além de ser um dos maiores “hitmakers” da história,John lavou a alma de muita gente nessa noite histórica!John Fogerty palheta

 

E ainda dei a sorte de sair de lá com uma preciosidade!

Ao término de Midnight Special, como havia citado, ele jogou a palheta no chão. Fiquei de olho nela durante todo o show, e assim que ele saiu do palco, pedi para um roadie que me deu em mãos! Sonho realizado!

 

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