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Eclipse Doom Fest V: atmosfera sorumbática em São Paulo

ECLIPSE DOOM FEST V

Manifesto Rock Bar, SP/SP (15/07/2012)

 

Texto por João Gobo e fotos por Rafael Orsi

 

Dentre todos os gêneros musicais existentes, nenhum possui tantos subgêneros quanto o heavy metal. Existem milhares de ramificações, algumas com fundamentos, outras não passam de meros exercícios de retórica. Rotular, muitas vezes, é sinônimo de limitar, pois cria parâmetros intransponíveis em alguns casos. A arte, seja ela qual for, não conhece limites e é justamente a quebra de paradigmas que ajuda a criar ícones, estimulando ainda mais o processo criativo que, via de regra, deve ser um reflexo do mundo em que vivemos.

 

O doom metal externa, de certa forma, as aspirações supracitadas. Calcado numa atmosfera sorumbática e melancólica, serve como dispositivo catártico, uma troca entre músicos e ouvintes calcada no lado mais depressivo da vida.

 

Desde seu marco inicial, o lendário Epicus Doomicus Metallicus, primeiro álbum da banda Candlemass lançado em 1986, o estilo sofreu inúmeras modificações, beirando a descaracterização. Felizmente, alguns poucos grupos ainda procuram manter as raízes intactas, legando às futuras gerações essa tradição.

 

Festivais focados no metal, de uma forma geral, estão cada vez mais escassos. Exclusivamente sobre o doom metal, são uma verdadeira raridade... Preencher essa lacuna em terras brasileiras é uma tarefa hercúlea, digna de poucos e essa é justamente a função do Eclipse Doom Fest que já está em sua quinta edição, a primeira realizada na capital paulista.

 

Para essa empreitada, estavam escaladas as bandas: O Mito da Caverna (SP), Mortarium (RJ),  HellLight (SP) e Les Memoires Fall, de São José dos Campos (SP).

 

Com um nome bastante interessante inspirado na filosofia, notadamente na obra A República De Platão, numa das maiores metáforas de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade, O Mito da Caverna abriu a noite com um som bastante intimista, com influências de punk/sludge, muitos ruídos, urros, microfonias e letras politizadas. Se o objetivo era impressionar, certamente foi atingido, pois conseguiu captar a atenção do público presente.

 

A próxima banda a subir ao palco foi a Mortarium. Formada exclusivamente por mulheres, fenômeno crescente em nossa cena underground (felizmente), pareciam um pouco tímidas no início, mas aos poucos foram perdendo o nervosismo. O destaque vai para a baterista Julie Souza que mostrou uma boa desenvoltura com boas variações rítmicas, sem ficar na mesmice. Músicas como Blue, My Distress e Somewhere foram bem recebidas por quem estava prestigiando o evento.

 

Por motivos de força maior, o grupo Les Memoires Fall não pode se apresentar, o que antecipou o show da HellLight, provavelmente um dos maiores nomes do estilo em nosso país no atual momento. O reconhecimento é fruto da batalha e competência dos músicos que não medem esforços para levar seu funeral doom adiante, independente dos percalços que a vida insiste em colocar no caminho. Ao som da já clássica intro de Richard Wagner Ritt der Walküren, seguida por uma breve citação à Frédéric Chopin com sua Marche Fúnebre, o grupo iniciou sua apresentação com The Light That Brought Darkness, seguida de After Life. A cumplicidade entre a dupla Fabio De Paula (vocal/guitarra) e Alexandre Vidal (baixo) sem dúvida é uma das principais marcas registradas da banda. O entrosamento fica evidente nas composições, onde os instrumentos se completam formando uma verdadeira parede sonora. Tocar em andamentos muito lentos não é uma tarefa das mais fáceis, requer muita prática e habilidade.

 

Funeral Doom veio na seqüência, onde Fábio aproveitou para apresentar os músicos, com ênfase ao novo baterista, Evandro Camellini que mostrou ser uma boa aquisição. A longa Deep Sideral Silence encerrou a noite em grande estilo.

 

Agora é aguardar a nova edição do festival e torcer para que São Paulo seja novamente sua sede!

 

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