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Confira como foi a 9º edição do Oficina do Rock no Distrito Federal
9ª OFICINA DO ROCK
Máquina Cultura, Brazlândia/DF (04/08/2012)
Texto por Jacqueline Sales e fotos por Pedro Cavalcante
O festival Oficina do Rock, realizado no Maquina Cultural em Brazlândia – DF, já está em sua 9ª edição e é uma iniciativa totalmente independente. Realizado por: Meninos do Buchão em parceria com o E-Estúdio tem o intuito de promover cultura através das bandas de rock locais ou convidadas. Dessa vez uniu as diferentes vertentes do Rock com espaço e equipamentos sonoros de qualidade.
Para dar o ponta pé inicial do evento, se apresenta a banda Distorção 8, foi a primeira apresentação ao vivo da banda e já demonstram um bom entrosamento no palco. Tem um som bacana. Aqueceram com Eu Quero Ver o Oco, Raimundos.
Alice Cesse (Punk Rock / Grunge) são bem competentes dentro do seu estilo, tem clara influência de bandas como Pearl Jean e Nirvana.Revolução, Sós, 7º Dia, Fraco, Eleição, Corja e Fácil Entendimento foi o set para o evento, com letras sobre apatia e alienação da sociedade, agradou o público que era bem participativo.
Então entra em cena, Zona Z, tocaram as músicas: Corrupção, Down, Bomberman, Noturno, Me Deixe em Paz, Viadutos e Romeu. Quem conhecia o trabalho, cantou junto correspondendo positivamente à apresentação da banda.
Senhores do Nada, outra banda alternativa de Brazlândia formada por: Anderson (bateria), Vitor (guitarra), Severino (baixo) e Sóstenes (guitarra) tem influência de bandas dos anos 60 e nacionais como Los Hermanos, tocaram as autorais: O Brilho, Mundo Bonado, O Apagar das Luzes, Enfeite Neo Liberal, O Antiromântico, O Único e O Palhaço. A galera presente apoia bastante as bandas da cidade e empolgaram durante todas as apresentações.
Bem, se tinha uma galera ansiosa por um som mais pesado, esses foram presenteados com o thrash/death da banda convidada Phrenesy. Quando os músicos subiram ao palco para se preparar já existia certa expectativa, que foi atendida com a primeira porrada: F.U.C.K. Antes do hino The Power Comes From the Beer, todos os bangers presentes foram convocados pelo vocalista Wendel Aires a levantar suas latas de cerveja e agitar com a banda, o que foi fielmente atendido. Após mandaram ver com um cover de Ratos de Porão, Beber até Morrer e Troops of Doom do Sepultura, enlouquecendo a platéia. Esses malucos têm postura profissional e já tocaram em festivais importantes no DF como Headbanger’s Attack e Porão do Rock, pretendem em breve gravar o seu primeiro cd. As guitarras frenéticas de Tiago Teobaldo e Jabah Reivax, junto com o baixo destruidor de Ronny Lobato e a cavalice de Josefer Ayres na batera, acompanham o vocal brutal de Wendel Aires.
Durante essa apresentação, foi convocado ao palco Marcio da banda QxPxC? (Que Passa Cabron?) de hardcore, ele fez um breve discurso tratando da importância de valorizar a cena metal local, especialmente em Brazlândia que é reduto de músicos e bandas talentosas no DF.
O show que tinha outro tom no início, se tornou um caldeirão fervente no final, com rodas insanas e diversos moshpits. Muitos devem ter acordado no domingo com o pescoço dolorido.
A junção de público e produtores excelentes fazem de Brazlândia um ótimo lugar para show’s de rock. Todas as bandas de outras cidades satélites do Distrito Federal, que tem a experiência de tocar no local, tecem diversos elogios aos organizadores e a plateia, com razão!
A galera presente ainda foi contemplada com sorteios de tatuagens, piercing(Space Monkey Tattoo), um barril de cerveja, um mês de aulas grátis na Musical Melody, e bolsa de estudo no Intituto Kumon, contando ainda com a presença de um stand de vendas da loja Assuncion especializada em camisetas das marcas próprias: CHÃO e Ébano (camisas de cultura negra) e acessórios para a galera que curte skate e um bom som. Não posso deixar de citar a especiaria que é exclusividade desse festival, o Drink do Inferno!
Esses Meninos do Buchão sabem realizar e adequaram bem nesse festival o princípio ‘do it yourself’ ou ‘faça você mesmo’. Parabéns pela iniciativa, já que o rock é contracultura o melhor mesmo é não depender de politicagem e interesses opostos ao underground!
E que venha a 10ª edição do Oficina do Rock!!!
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