logotipo
33 anos de rock'n'roll

Edição Atual

Música do Dia


SLIPKNOT - The Negative One

  • Led Zeppelin: concorra a um kit completo da banda

    Quinta, 31 de julho de 2014
  • Philm: confira trailer de álbum "Fire From The Evening Sun"

    Quarta, 30 de julho de 2014
  • Eluveitie: assista ao clipe oficial de "The Call Of The Moutains"

    Quarta, 30 de julho de 2014

MX: “somos uma banda brasileira que honra suas origens!”

Por Silvia Curado

 

Uma das bandas mais queridas do Brasil retornou em 2012; o MX, banda formada no ABC paulista em 1985, que lançou dois dos maiores clássicos do metal nacional: Simoniacal (1988) e Mental Slavery (1989), ambos citados até hoje como influências para bandas do mundo inteiro. 

Com a formação original que conta com Alexandre Cunha (vocal e bateria), Morto (guitarra/baixo e vocal), Dumbo (baixo/guitarra) e Décio Jr. (guitarra), o MX pretende dar continuidade em sua história, lançando material inédito, além de outros planos.


Logo após o anúncio da volta, eles fizeram um show histórico ao lado do Arch Enemy, no Carioca Club (25/11), marcando oficialmente essa volta, e mostrando que estão com tudo – este show foi gravado para ser lançado em DVD.


O próximo show acontece com nada menos que os alemães do Destruction, em Catanduva (interior de São Paulo), no dia 02/02.


Aproveitamos o bom momento que o MX atravessa para conversar com o baterista e vocalista Alexandre Cunha, que falou sobre a volta, shows, e os planos futuros.

 

ROCK BRIGADE - Como rolou a ideia da volta do MX?

Alexandre Cunha: A volta da banda já havia sido cogitada anteriormente, aliás eu sempre desejei que acontecesse, mas sempre faltava algo para de fato acontecer,acho que não estávamos preparados para assumir uma volta 100% e voltar simplesmente por voltar não era uma opção.

Agora sim posso te garantir que voltamos com tudo e a intenção é ver a banda no topo. O MX está de volta!

 

RB - Por que de fato vocês terminaram a banda no começo dos anos 90, depois voltaram, lançaram mais dois álbuns e pararam de novo?

Alexandre: A banda acabou em 1990 na verdade com a saída  de Décio Jr, e depois disso, em 1994 conseguimos nos reunir e com novos integrantes na banda, fizemos alguma coisa sem muita pretensão, queríamos gravar um novo álbum pois existiam músicas ainda não registradas em nenhum material oficial, e então gravamos o álbum Again em 1995. Na verdade a banda não estava se dedicando como deveria, mas mesmo assim tivemos grandes momentos e grandes shows neste período, depois veio o álbum The Last File em 1998, e ai, sim paramos definitivamente e desde então estávamos fora da cena, até abril de 2012 quando retornamos .

 

RB - Nos anos 80, começo dos 90, o MX era uma das únicas bandas que se equiparava ao Sepultura. O que você acha que faltou para que a banda decolasse, como rolou com Sepultura, no caso?

Alexandre: Na verdade ouvimos sempre isso, eu acho que o MX era sim uma grande banda, tínhamos capacidade pra estourar e estávamos entre as “Tops” no Brasil, mas o MX não tinha muita divulgação pois a gravadora não investia, e mesmo assim, nosso álbum Simoniacal foi na época um dos mais vendidos de todos os tempos no metal nacional – e vende até hoje em CD.

Tínhamos aceitação forte em vários países, e na Europa, principalmente, éramos sempre citados em revistas, zines e rádios – além de países como México, Canadá, entre outros como a melhor banda de thrash metal do Brasil ao lado do próprio Sepultura. Mas aí o MX acabou em 1990, quando tínhamos um convite para a primeira tour europeia, e esse foi o divisor de águas... não fomos porque a banda havia terminado naquele momento. Se tivéssemos ido a história seria outra.

 

RB - O nome da banda é muito forte lá fora, é citado como influência para várias bandas europeias e inclusive, foi citado no G1 pelo Ghost. Como você vê isso?

Alexandre: Lembro que recebemos uma carta, uma vez, de algum familiar do Tom Araya, acho que era irmão, comentando que curtia demais o som do MX. A princípio achamos que poderia ser fake, mas depois esta pessoa continuou escrevendo e vimos que era verdade, não lembro detalhes porque o material e as cartas eram enviadas para a gravadora e não tínhamos posse desse material, mas lembro disso, pois foi marcante. Na Europa éramos realmente fortes, várias bandas comentavam sobre o MX. Acho que o fato de uma grande banda do cenário atual em ascensão como o Ghost, sendo umas das atrações do Rock In Rio,  citar atualmente o MX em uma entrevista importante  como influência, mesmo depois de mais de 15 anos parados, mostra que o MX fez sua história, e mesmo com pouco tempo na ativa, conseguiu fincar suas garras no cenário e não fomos esquecidos.Tenho orgulho disso.

 

RB - Recentemente vocês fizeram um excelente show na abertura para o Arch Enemy – recebendo muitos elogios dos músicos suecos – e sendo bastante aplaudido pelo público. Qual sua avaliação desse show?

Alexandre: Na verdade recebemos o convite para o show e aceitamos pois sabíamos que era uma oportunidade de mostrar a cara novamente, seria e foi nosso show de volta aos palcos em SP. A maioria do público era formada por bangers de uma nova geração,  e muitos sequer nos conheciam , quando entramos no palco e com as primeiras notas vi que iríamos conquistar o apoio deles, fizemos um show com muita vontade, agressividade, somente com músicas dos 2 primeiros álbuns ( 1988 e 1989) e foi impressionante  a receptividade  do público, pulando , gritando , e  ovacionando o nome da banda em pelo menos 3 ou 4 partes do show... Foi sensacional e emocionante. Com relação aos músicos do Arch Enemy não tivemos contato antes do show, apenas nos cumprimentamos, mas ao fim do nosso show, em momentos diferentes os dois guitarristas (Michael Amott Nick Cordle) vieram ao camarim me cumprimentaram e elogiaram a banda e o show , percebi que foi espontâneo e é sempre bom quando isso acontece!

 

RB - Por falar nisso, na ocasião, vocês filmaram o show para incluir num DVD. O que você pode nos falar sobre esse lançamento?

Alexandre: Existe uma produtora independente que começou a registrar os bastidores do MX quando surgiram os boatos do retorno. Temos bastante material antigo também e a ideia é lançar um documentário sobre o MX contando a trajetória da banda, com cenas de bastidores shows , brigas... (risos) Enfim, tudo que envolve nossa relação com o MX, e os shows estão sendo filmados para serem colocados neste material. A ideia é gravar vários shows e lançar um  material com bastante conteúdo. Existe uma edição de imagens da música Jason tocada no Carioca Club, referente a este show (ainda sem usar o áudio da mesa de som), que está rodando na internet. Vale a pena conferir, está neste link: http://www.youtube.com/watch?v=RhJXno8Ybvs&feature=youtu.be

 

RB - Bandas clássicas do Thrash Metal como Anthrax, Testament e Destruction gravaram seus clássicos com uma nova roupagem, até porque, no começo as coisas eram mais precárias. O mesmo pode ser dito para os dois primeiros álbuns do MX, Simoniacal e Mental Slavery, que apesar da gravação mais fraca da época, possuem muitos clássicos. Existe a possibilidade de um CD com a pegada atual, mostrando aos fãs das antigas – e novos – a força do MX?

Alexandre: Existe sim, aliás este é um assunto que está em pauta, na minha opinião poderíamos gravar  algumas músicas destes dois álbuns que contém alguns clássicos  e lançarmos com uma música nova por exemplo – e alguma outra surpresa no mesmo álbum. Seria uma boa forma de mostrar aos novos fãs um pouco do MX do passado e para os mais antigos uma homenagem do MX a este público, que apesar de tudo ainda se mostra fiel .

 

RB - E sobre músicas inéditas; vocês estão trabalhando em novas composições? Qual a previsão de um novo CD do MX?

Alexandre: Estamos trabalhando em novas composições, vai ser um trabalho muito interessante pois vamos ter novamente uma variedade incrível de ideias, e já temos algumas músicas em fase de finalização. Nosso objetivo é gravar o novo álbum no final deste ano, talvez o lançamento fique para 2014, mas vamos estudar isso.

 

RB - Existe alguma proposta de gravadoras daqui ou de fora?

Alexandre: O MX foi contatado por uma gravadora europeia antes mesmo do nosso retorno, aliás um pouco antes de nossa volta... Eles querem lançar oficialmente o MX e seus álbuns antigos na Europa. Nós sabemos que tem CDs do MX na Europa, de forma não oficial, os chamados bootlegs , mas esta gravadora tem interesse em nosso trabalho novo também , provavelmente este ano teremos o lançamento da versão europeia da camiseta  Jason , ref. a música do nosso álbum Simoniacal. O MX não procurou e nem contatou nenhuma gravadora  dentro e nem fora do Brasil , mas temos gente interessada,  que  já nos contataram informalmente, por enquanto. Queremos fazer o melhor para o MX, queremos ser representados e distribuídos de forma séria e efetiva, por isso vamos estudar qual a melhor opção e estamos abertos a propostas, aliás será um prazer  recebê-las, portanto se algum selo /distribuidora estiver lendo esta matéria e se interessar entre em contato.

 

 

RB - Como está a demanda de shows? Existe a possibilidade de finalmente se apresentarem no exterior?

Alexandre: Temos muito contatos para show, muitos mesmo! Estamos apenas focando nos shows com boa estrutura, não queremos tocar em condições que não sejam favoráveis, grandes shows estão sendo confirmados, nossas datas são apertadas pois precisamos compor material novo e o tempo é restrito. Tivemos contato logo após o retorno da banda para shows em vários países principalmente pela América do Sul onde a notícia de nossa volta já chegou. Com certeza teremos novidades em breve com relação a isso.

 

RB - Com a enxurrada de festivais europeus, seria uma boa forma de mostrar o MX lá fora, certo?

Alexandre: Com certeza, mas sinceramente acredito que após a gravação do novo álbum as coisas devem acontecer de forma mais rápida ainda, mas nada impede de algo acontecer antes disso também (risos)

 

RB - O próximo show é ao lado do Destruction, em Catanduva. Quais as expectativas para esse show, e o que os fãs podem esperar do MX ‘on stage’?

Alexandre: O Destruction é uma grande banda, uma honra tocar com eles, já que começamos a tocar na época que eles mostravam sua garras ao mundo, portanto, do MX os fãs podem esperar  uma banda brasileira que honra suas origens tocando com muito sangue nos olhos! Vai ser uma pedrada thrash, vamos quebrar tudo com o público, lembrando que vamos registrar nosso show de alguma forma para incluir no documentário, portanto, thrashers, detonem com tudo ,contamos com os bangers de Catanduva e região – e os que irão daqui também.

 

 

RB - Com o ‘revival’ do Thrash, muitas bandas voltaram e tantas outras foram formadas – por gente que nem era nascido quando o MX estava no auge. Como você vê esta cena hoje? Antigamente nem internet tinha, e hoje com poucos cliques o mundo inteiro espalha uma notícia...

Alexandre: Totalmente diferente, literalmente outra cena! Hoje é muito mais fácil aprender a tocar, adquirir instrumento, gravar, divulgar, etc... Mas esta vantagem  é igual pra todas as bandas, portanto se todas tem as mesmas facilidades a concorrência e a disputa por um lugar ao sol continuam, no bom sentido, pois sempre achei que as bandas devem se apoiar mutuamente, mas não existe facilidade quando o assunto é fazer mesmo parte da cena, ser importante, ter nome, ter seu público fiel, e conseguir grande repercussão... Isso ainda é difícil pois a quantidade de bandas é muito grande.

Com relação ao público jovem, acho incrível tocar as músicas que foram feitas quando alguns nem tinham nascido e receber a resposta positiva deles, mais uma prova que o metal não é datado, por isso existem os eternos ‘hinos do metal’.

 

RB - Você ainda escuta as mesmas bandas do passado, ou acompanha as novidades?

Alexandre: Não acompanho muito por falta de tempo, estou começando a me atualizar um pouco... (risos) Mas confesso que escuto bastante coisa antiga, ainda.

 

RB - Com essa volta em 2012, e um fim de ano mais que positivo, você diria que 2013 será o ano do MX?

Alexandre: Acho que tem tudo pra ser! Eu diria que até metade de 2014 , pois se gravarmos o novo álbum no final de 2013 uma boa parte da repercussão do novo álbum virá em 2014, mas por outro lado nossos shows este ano vão continuar marcando nossa volta e vamos ter um MX cada vez mais forte, quem sabe com alguma novidade, ou lançamento de uma nova música de trabalho, videoclipe, etc, sempre contando com o público e os bangers de plantão.

 

RB - Deixe um alô para os fãs do MX, que foram pegos de surpresa com esse retorno mais que benéfico da banda.

Alexandre: Agradecemos o apoio de todos vocês! O MX está de volta de forma forte, graças a vocês que sempre apoiaram a banda, temos uma legião que nos apoia desde sempre, e esperamos que esta geração mais nova que não conhecia o MX ou que nunca havia visto a banda ao vivo possa se unir a nós e vamos fazer com que o metal nacional possa crescer e mostrar suas garras ao mundo, basta acreditarmos! Metal Rules thrashers! O MX agradece!

 

130119mx.jpg mx ao vivo.jpg mx logo.jpg

 

ATENÇÃO!!!
Para postar um comentário sobre esse texto, você precisa fazer seu LOGIN no site.

Próximos Shows
Sexta Set 12
Tarja Turunen - BH
Sábado Set 13
Tarja Turunen - SP
Domingo Set 14
Tarja Turunen - RJ
Busca no site